Reforma Tributária
O texto fala sobre a Reforma Tributária.

A
reforma tributária deve ser aprovada entre agosto e outubro deste ano nas duas
Casas do Congresso Nacional. A previsão é do presidente do Senado, Rodrigo
Pacheco, “a reforma tributária é uma prioridade para o país”, afirmou. O
colegiado deve aprovar um parecer ainda neste mês. Depois disso, os presidentes
das duas Casas vão definir se a proposta começa a tramitar pelo Senado ou pela
Câmara.
A
comissão concluirá seu trabalho até o final de fevereiro, com a apresentação do
parecer do deputado Aguinaldo Ribeiro, ouvindo os demais membros, que poderão
sugerir acréscimos, supressões e críticas ao parecer. Na sequência, a reforma
tributária se iniciará por uma das casas legislativas.
Nosso
sistema tributário não mais atende aos interesses de uma economia digital e de
uma sociedade em acelerada transformação. Nosso sistema tributário é atrasado,
retrógrado e não contribuinte em nada com o crescimento do pais.
Desde
a promulgação da Constituição Federal de 1988, não houve nenhum projeto de
reforma tributária que tenha chegado à fase em que chegaram as PECs em trâmite.
O principal ponto da reforma é a tributação sobre o consumo, a mais importante
e complexa das tributações, entretanto, as duas PECs (45 e 110) pretendem
substituir vários tributos pelo imposto sobre bens e serviços (IBS), bem
parecido com a sistemática do (IVA), usado em diversos outros países membros da
OCDE.
O
principal objetivo da reforma é a simplificação da legislação tributária tanto
por meio da redução das legislações do ICMS, quanto pela eliminação de
tributos, trazendo maior racionalidade econômica e reduzindo as obrigações
acessórias das empresas com custos de apuração e recolhimento de impostos, além
de eliminar a “guerra fiscal”.
A crise econômica do país, agravada pela pandemia da covid19, impõe medidas urgentes que melhorem as contas fiscais e isso inclui uma modernização do sistema tributário. O fato é que o nosso sistema tributário não mais atende aos interesses de uma economia digital e de uma sociedade em acelerada transformação. Destoa do resto do mundo. Nosso sistema tributário atual é ineficiente, não prestigia a dignidade da pessoa humana, a construção de uma sociedade justa e solidária, a garantia do desenvolvimento regional, a erradicação da pobreza, a redução das desigualdades sociais e a promoção do bem comum.
O FMI e o Banco Mundial não hesitam em atestar que o sistema tributário brasileiro é o que mais afugenta investimentos estrangeiros.
O Brasil deve buscar um modelo tributário que assegure a sustentação do Estado e que priorize os Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCAs). O sistema tributário não pode conceder tratamento privilegiado à renda e sacrificar o consumo. A política tributária há de ser, antes de tudo, um instrumento de distribuição de renda e indutora do desenvolvimento econômico e social do país.
Enviado por Giovana Augusto - Assessoria | Vigna Advogados
