Berzoini diz que reajuste do mínimo pode sair até a semana que vem
O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, esteve na manhã desta quarta-feira na Comissão de Trabalho da Câmara para debater o reajuste do salário-mínimo, a geração de empregos e as reformas trabalhista e sindical.
BRASÍLIA - O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, esteve na manhã desta quarta-feira na Comissão de Trabalho da Câmara para debater o reajuste do salário-mínimo, a geração de empregos e as reformas trabalhista e sindical. Agora, o ministro terá uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na qual deve discutir o reajuste do salário-mínimo. Berzoini reconheceu que nos últimos anos houve redução da participação da renda do trabalhador na renda nacional e que o reajuste do salário-mínimo é uma forma de começar a corrigir essa distorção. Segundo ele, ao longo dos anos, a inflação corroeu o poder de compra do trabalhador e aumentou a renda de empresários, investidores e especuladores, cuja participação na renda nacional é muito mais elevada do que em outros países.
- Se há um objetivo a perseguir, esse objetivo é retomar a parte da renda do trabalhador na renda nacional em padrões comparáveis aos internacionais. O Brasil não pode ser uma referência negativa da participação da renda do trabalho na renda nacional. Temos que buscar a retomada de parâmetros do passado - afirmou.
O ministro disse ainda que o novo valor do salário-mínimo pode ser decidido nesta semana ou na próxima e observou que é preciso levar em consideração o impacto do reajuste nas contas públicas.
- Hoje o esforço que fazemos é exatamente combinar esse desejo do presidente, do governo como um todo, do Parlamento e da nação com o impacto nas contas públicas. Temos que dar o maior aumento possível ao salário que tenha impacto assimilável dentro da execução orçamentária. Até o fim deste mês vamos ter a definição do governo, talvez nesta semana ou na próxima. Há um debate interno que depois virá para o Parlamento, mas é uma discussão que merece o máximo do carinho do presidente Lula pela história de luta que o presidente tem por um salário-mínimo decente - afirmou o ministro.
