Falta de reconhecimento do MEC gera indenização

Faculdade não informou aos alunos que o curso de direito oferecido não era reconhecido pelo MEC

Fonte: STJ

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Após passar no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), um ex-aluno já formado foi impedido de obter a inscrição definitiva da profissão. A faculdade em que se formou não tinha o reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) para o curso de direito, mas não informou isso aos alunos.


Condenada a pagar indenização, a instituição de ensino tentou afastar a decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas não teve sucesso.


O juízo de primeira instância decidiu que a faculdade deveria pagar R$ 20 mil por danos morais, além de indenização por lucros cessantes. Ao julgar a apelação, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) afastou essa última obrigação, por entender que os lucros cessantes não estavam demonstrados no processo, mas manteve os danos morais.


Ainda insatisfeita, a escola recorreu ao STJ, alegando que o valor determinado pelos danos morais era abusivo.


Má-fé


A ministra relatora do recurso, Nancy Andrighi, ressaltou que foi constatado que o curso foi oferecido pela faculdade ciente da falta de reconhecimento do MEC. Essa informação, contudo, não foi repassada àqueles que se matriculavam.


Para a ministra, a faculdade apresentou “completo descaso, quiçá, má-fé, frente aos alunos”, já que, na tentativa de eliminar sua obrigação de indenizar, sugeriu que deveriam ter procurado outra faculdade – “como se a obtenção de diploma não fosse uma expectativa tácita e legítima daqueles matriculados no curso por ela oferecido”.


Direito à informação


A instituição de ensino descumpriu o chamado direito à informação, o qual dá ao consumidor o direito à escolha consciente e assegura que as expectativas colocadas em um produto ou serviço sejam atingidas.


O caso, de acordo com a ministra Andrighi, enquadra-se no artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que impõe ao fornecedor a responsabilidade pela reparação dos danos causados por “informações insuficientes ou inadequadas” sobre produtos ou serviços por ele oferecidos, independentemente da constatação de culpa.


Para a relatora, a faculdade deve assumir a responsabilidade pelos transtornos causados ao formado, uma vez que ocultou “maliciosamente de seus alunos circunstância que seria fundamental para a decisão de se matricular ou não no curso”. Segundo ela, não há justificativa para reformulação do valor fixado para a indenização, uma vez que não é abusivo em vista da jurisprudência do STJ.

 

REsp 1121275

Palavras-chave: Má-Fé; Faculdade; Direito à informação; Indenização; Ex-Aluno

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2 Comentários

Denisio metalurgico24/04/2012 20:28 Responder

Ora senhores alunos vcs devem mesmo e se preocupar com a oab, esta sim e que reconhece o curso de direito, o MEC, e um instituto submisso a OAB, veja com a OAB, se eles não consegue reconhecer, afinal é a OAB que manda em tudo, até na Presidenta Dilma

arlete moraes costa estagiária25/04/2012 9:50 Responder

É isso é Brasil depois fala mas realmente é um absurdo cade o MEC? Não é ele quem fiscaliza as Instituições? Que eu saiba o cursso é cinco anos e a inercia do MEC? esse aluno foi fraco no seu raciocinio deveria ter exercido seus direitos por inteiro tem direito de entrar contra o MEC ou é peixe grande tem medo do anzol abrir bravo pela sua intenção mas conpleta ela caro colega assim vai esta ajudando os outros que esta na mira.

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