Rejeitado projeto que obrigava empresas a explicar contratos
Para Ramalho, medida prevista no projeto causaria ônus desnecessário.A Comissão de Defesa do Consumidor rejeitou nesta terça-feira, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 5571/09, do deputado Ricardo Quirino (DEM-DF), que obrigava as empresas a manter uma "pessoa capacitada" para esclarecer possíveis dúvidas dos consumidores, no momento da assinatura de contrato.
Para Ramalho, medida prevista no projeto causaria ônus desnecessário.A Comissão de Defesa do Consumidor rejeitou nesta terça-feira, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 5571/09, do deputado Ricardo Quirino (DEM-DF), que obrigava as empresas a manter uma "pessoa capacitada" para esclarecer possíveis dúvidas dos consumidores, no momento da assinatura de contrato.
O projeto, que já havia sido rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, será arquivado, a menos que haja recurso para que seja votado pelo Plenário.
A comissão acolheu parecer do relator, deputado Dimas Ramalho (PPS-SP), que considerou a proposta inconveniente. Para ele, as empresas mais estruturadas e orientadas para as necessidades dos consumidores já contam com pessoas capazes de prestar esse tipo de explicação, como gerentes e superintendentes.
Por outro lado, segundo o relator, nas micro e pequenas empresas, que não contam com pessoal treinado para o esclarecimento de dúvidas, geralmente os próprios donos se encarregam dessa tarefa.
"Obrigar as empresas a contratar pessoas unicamente para esse tipo de atendimento terá, provavelmente, reflexo no preço dos produtos ou serviços, o que vai contra os interesses do consumidor", afirmou Ramalho.
Tamanho da letra
O projeto também prevê que cláusulas contratuais que limitem direito do consumidor sejam destacadas (em negrito e com letra de tamanho superior ao das demais). O relator argumenta que essa medida é redundante, pois essa regra já existe no Código de Defesa do Consumidor.
