Como funciona o processo de adoção no Brasil?
Para compreender melhor sobre o tema, siga conosco e veja como funciona esse processo e o que é a ECA.

Ter um filho ou uma filha é como abrir um cofre digital
dentro de seu coração para um novo mundo. Só você e seu parceiro tem a chave da
compreensão no que diz respeito ao amor e a todas as preocupações e cuidados
para com aquele pequeno ser humano.
E por causa dessa preocupação com o futuro da criança é que existe um cuidado tão grande na adoção. O trâmite é demorado e complexo, necessitando de dedicação de todos os lados. Mas, para compreender melhor sobre o tema, siga conosco e veja como funciona esse processo e o que é a ECA.
Como funciona o processo de adoção no Brasil?
A adoção é uma opção para muitas pessoas que desejam
formar uma família ou aumentá-la. No Brasil, o processo é regido pelo Estatuto
da Criança e do Adolescente (ECA) e pode ser realizado por:
● pessoas solteiras;
● casais heterossexuais;
● casais homossexuais.
Todos devem ter mais de 18 anos e estarem em pleno exercício dos seus direitos civis e sem restrições legais para a adoção. É como preparar um terreno com terraplenagem para não ter qualquer tipo de tropeço ou empecilhos pelo caminho.
O passo a passo
O primeiro passo para iniciar o processo de adoção é
procurar a Vara da Infância e Juventude da sua cidade e, em seguida, se inscrever
no Cadastro Nacional de Adoção (CNA).
A pessoa (ou o casal) preenche um formulário com
informações pessoais, referentes à profissão e aos familiares. Em seguida, vão
para uma entrevista com assistentes sociais que avaliam sua capacidade para
cuidar de alguém.
Se tudo estiver ok, irão para um curso de preparação para
adoção e recebem todas as informações necessárias, tudo com o objetivo de
prepará-los para lidar com as dificuldades e desafios que podem surgir.
Com o cadastro ativo, os juízes das Varas da Infância e
Juventude buscarão certas compatibilidades entre os pretendentes e as crianças
e adolescentes disponíveis para adoção, sempre levando em consideração a idade,
sexo, cor da pele, religião, histórico de saúde e outros aspectos relevantes.
Agora é a hora de conhecer e estabelecer um vínculo
afetivo antes da adoção. Essa fase é a fase de convivência familiar e só depois
disso que os futuros pais e mães poderão entrar, de fato, com o pedido de
adoção junto à Vara da Infância e Juventude.
No fim das contas, não importa se você é profissional de
laboratório e usa bico de bunsen
para aquecer substâncias ou motorista de aplicativo, todos terão que passar por
essas fases.
Em caso de deferimento, é feita uma sentença de adoção que determina a guarda da criança ou adolescente para os novos pais adotivos. A partir desse momento, eles têm os mesmos direitos e deveres dos pais biológicos.
O que é o Estatuto daCriança e do Adolescente?
Falamos muito sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA), mas vamos nos aprofundar mais nele a partir de agora. Esta é uma lei
federal de 1990, que tem como objetivo garantir os direitos das crianças e
adolescentes brasileiros.
Ao mesmo tempo, pretendo estabelecer regras para a
proteção e promoção dos mesmos, como: educação, saúde, alimentação, convivência
familiar e comunitária, entre outros.
O ECA é reconhecido no mundo todo e, desta forma, soma uma
série de princípios, regras e procedimentos a serem seguidos por todas as
instâncias do poder público e da sociedade em geral, visando assegurar a
proteção integral desses menores de idade.
Entre as principais medidas, estão:
● a proibição do trabalho infantil
até os 16 anos de idade;
● a proteção contra a violência, o
abuso e à exploração sexual;
● o direito à educação de qualidade
e;
● o direito à convivência familiar e
comunitária.
Foi por conta do Estatuto que se criaram conselhos
tutelares em todo o país. Eles trabalham em articulação com os demais órgãos do
Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Portanto, outras diretrizes têm a ver com ações e medidas
que garantam a segurança, bem-estar e desenvolvimento físico, psicológico e
social das crianças. É um trabalho em conjunto, uma espécie de terminal elétrico que
interliga governo, estados e municípios numa só luta.
O ECA também prevê medidas socioeducativas para
adolescentes que cometerem algo que fira a lei, visando recuperá-lo e
reintegrá-lo à sociedade, sem prejuízo da responsabilidade pelos atos
infracionais cometidos.
Outro aspecto é a participação da sociedade civil na
promoção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes, seja por meio de
organizações não governamentais, conselhos de direitos e tutelares, ou mesmo
através do engajamento cidadão.
Agora fica claro os motivos de tamanha rigorosidade quando
o assunto é a adoção de crianças e adolescentes. Precisamos cuidar das futuras
gerações com a devido carinho e prezando sempre
pela respeitabilidade e bom senso.
Sonha em dar um lar para um menor de idade? Não pense duas
vezes e realize este sonho… será bom para todos.
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Este artigo foi escrito por Éder Pessôa, criador de
conteúdo do Soluções Industriais.
